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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo federal pretende zerar até o fim de 2026 a fila de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atualmente soma cerca de 2,3 milhões de pedidos.
Segundo o ministro, a redução do estoque de processos vem sendo acelerada por meio de:mutirões de atendimento;
contratação de peritos;
ampliação da teleperícia;
e fortalecimento do atendimento digital.
— “Eu quero zerar essa fila até o fim deste ano. Esse é o compromisso do presidente Lula com o Brasil”, declarou.
De acordo com Wolney Queiroz, a fila chegou a 3,1 milhões de requerimentos em fevereiro e vem apresentando queda gradual nos últimos meses.
O ministro explicou, porém, que parte dos pedidos representa o fluxo normal do sistema previdenciário, que recebe cerca de 1,3 milhão de novas solicitações por mês.
— “O nosso desafio é deixar essa fila abaixo de 1,3 milhão, ou seja, apenas o fluxo mensal, sem estoque represado”, afirmou.
ATESTMED ACELERA CONCESSÕES
Wolney destacou ainda a ampliação do uso do Atestmed, sistema de análise documental que dispensa perícia presencial em casos considerados menos complexos.
Segundo ele, a ferramenta vem ajudando a acelerar a liberação de benefícios e reduzir custos operacionais.
— “Em muitos casos, a perícia presencial não é necessária. Isso acelera o processo e reduz custos para o Estado e para o trabalhador”, ressaltou.
O ministro informou também que o INSS registrou recorde de concessões em 2026.
— “Só em março foram 890 mil benefícios concedidos, o maior número da história”, afirmou.
CRÍTICAS A NOVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Durante a entrevista, Wolney Queiroz afastou qualquer possibilidade de defender uma nova reforma da Previdência e criticou propostas que endureçam as regras para os trabalhadores.
Segundo ele, mudanças que aumentem tempo de contribuição, elevem custos ou reduzam benefícios representam prejuízo para os segurados.
— “Quando você ouvir falar em reforma da Previdência, lembre-se sempre que ela vai fazer o trabalhador pagar mais, trabalhar mais tempo ou receber menos”, declarou.
— “Eu sou contra a reforma. Precisamos construir soluções que preservem os direitos dos trabalhadores”, completou.




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