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terça-feira, 12 de maio de 2026

Carros chineses disparam no Ceará e importações crescem mais de 28 mil%



Economia
Carros chineses disparam no Ceará e importações crescem mais de 28 mil%

A presença de veículos chineses no mercado brasileiro ganhou força em 2026 e já provoca impactos expressivos também no Ceará. Dados do comércio exterior mostram um salto nas importações de automóveis no Estado nos quatro primeiros meses do ano, impulsionado principalmente pelo avanço das montadoras asiáticas.

Entre janeiro e abril, o Ceará importou US$ 11,5 milhões em veículos automóveis de passageiros. No mesmo período de 2025, o volume havia sido de apenas US$ 40 mil. Quase a totalidade das compras internacionais realizadas pelo Estado, 99,7% teve origem na China.

No cenário nacional, o Brasil desembolsou US$ 3,5 bilhões em importações de veículos no primeiro quadrimestre de 2026, alta de 114,3% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Comex Stat, plataforma vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A China assumiu a liderança entre os fornecedores de automóveis ao mercado brasileiro, respondendo por 64,6% do total importado e superando a Argentina, tradicional parceira do setor automotivo. As exportações chinesas para o Brasil ultrapassaram US$ 2,3 bilhões no período, mais que triplicando em relação ao ano anterior.

Com o crescimento das compras, o Brasil passou a ocupar a terceira posição entre os principais destinos de veículos chineses no mundo, atrás apenas de Rússia e Reino Unido.

O avanço das marcas chinesas é impulsionado por uma combinação de fatores. Montadoras ampliaram a oferta de modelos com preços mais competitivos, especialmente nos segmentos de veículos elétricos e híbridos. Além disso, empresas aceleraram os embarques antes do aumento gradual das tarifas de importação, que chegarão a 35% em julho deste ano.

A valorização do real frente ao dólar também favoreceu o movimento. Enquanto no início de 2025 a moeda norte-americana girava perto de R$ 5,90, neste ano a cotação média ficou em torno de R$ 5,20, reduzindo os custos de importação.

A tendência é de continuidade no crescimento das importações nos próximos meses. Porém, o mercado deve passar por mudanças a médio prazo, já que montadoras chinesas anunciaram investimentos em produção nacional. Empresas como BYD e GWM confirmaram fábricas próprias no Brasil, enquanto Geely firmou parceria com a Renault e a Leapmotor fechou acordo com a Stellantis.

Especialistas ainda avaliam que o volume de carros chineses circulando no Ceará pode ser maior do que o registrado oficialmente, já que parte dos veículos entra no país por distribuidoras instaladas em outros estados antes de chegar ao consumidor cearense.

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